Crédito da foto: Henrique Oliveira
Paraná registrou mais de 10 mil casos e 469 mortes por síndromes respiratórias graves em 2025; especialista explica diferenças entre vacinas pneumocócicas e reforça prevenção em idosos e crianças
A chegada do inverno e o aumento das doenças respiratórias no Brasil têm reforçado a importância da vacinação, especialmente entre crianças, idosos e pacientes com doenças crônicas. Em 2025, o Paraná já registrou mais de 10 mil casos e 469 mortes por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG), incluindo casos associados à influenza e pneumonias. Dados da Fiocruz também mostram que a influenza A já é a principal causa de mortes por SRAG em idosos no país.
Em meio a esse cenário, crescem as dúvidas sobre as vacinas pneumocócicas disponíveis atualmente: pneumo 10, 13, 15, 20 e 23. Afinal, qual a diferença entre elas e quem deve tomar cada uma?
As vacinas pneumocócicas protegem contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por pneumonia, meningite e infecções graves, principalmente em crianças pequenas, idosos e imunossuprimidos. Segundo a enfermeira especialista em vacinação da Clínica Vacinne, Elisa Lino, o número presente no nome da vacina representa a quantidade de sorotipos do pneumococo contra os quais ela oferece proteção. “Quanto maior esse número, maior tende a ser a cobertura contra diferentes variantes da bactéria”, explica.
A Pneumo 10 é a vacina disponível no calendário infantil do SUS. Já as versões 13, 15 e 20 são vacinas conjugadas mais modernas, disponíveis principalmente na rede privada, enquanto a Pneumo 23 utiliza outra tecnologia e costuma ser indicada para públicos específicos.
“Elas não são vacinas concorrentes. Em muitos casos, podem ser complementares, principalmente para idosos e pacientes com doenças crônicas. A indicação depende da idade, histórico vacinal e condição clínica de cada pessoa”, afirma Elisa.
Segundo a especialista, muitas pessoas ainda subestimam a gravidade da pneumonia e das complicações respiratórias. “Muitas vezes a gripe acaba abrindo caminho para pneumonias bacterianas, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades. A vacinação ajuda a reduzir hospitalizações, complicações graves e até mortes”, destaca.
Outra dúvida frequente é se crianças vacinadas pelo SUS precisam complementar a proteção na rede privada. Segundo Elisa, isso pode acontecer em alguns casos específicos e sempre deve ser avaliado individualmente. “A Pneumo 10 do SUS é extremamente importante e protege contra os principais sorotipos circulantes. Mas hoje existem vacinas com cobertura ampliada disponíveis na rede privada, e em alguns casos o médico pode indicar essa complementação”, explica. “A indicação varia conforme idade, histórico vacinal e condições de saúde. Por isso, a avaliação individual é fundamental para definir o melhor esquema de proteção”, orienta Elisa Lino.
Entenda as principais vacinas pneumocócicas disponíveis no Brasil
Pneumo 10: Disponível no SUS para crianças. Protege contra 10 sorotipos do pneumococo e faz parte do calendário infantil.
Pneumo 13: Vacina conjugada com cobertura ampliada para 13 sorotipos. Indicada para crianças, idosos e grupos de risco, conforme avaliação médica.
Pneumo 15: Versão mais recente da vacina conjugada, com proteção contra 15 sorotipos da bactéria.
Pneumo 20: Vacina conjugada de cobertura ampliada contra 20 sorotipos. Tem sido uma das principais novidades na prevenção de doenças pneumocócicas em adultos e idosos.
Pneumo 23: Indicada principalmente para idosos e pacientes com doenças crônicas ou imunossupressão. Utiliza tecnologia diferente das vacinas conjugadas e costuma ser usada de forma complementar em alguns esquemas vacinais.
