Recursos são destinados ao projeto “Lixo do Bem”, que atende pessoas em situação de vulnerabilidade. Até agora, quase uma tonelada de lixo eletrônico já foi doada

O Brasil é o maior produtor de lixo eletrônico da América Latina e o sétimo maior do mundo. Anualmente, o país produz 1,5 mil toneladas de lixo eletrônico e apenas 3% de todo esse montante tem um descarte adequado, segundo estudo global E-WasteMonitor, realizado pela ONU. Para colaborar de forma sustentável com esse cenário, o Hospital Angelina Caron (HAC) iniciou uma parceria com a Associação Cristã de Assistência Social (Acridas). Dentro do projeto “Lixo do Bem”, o hospital está doando periodicamente sua sucata eletrônica, cujos recursos serão destinados para projetos com crianças em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Acridas. De abril até setembro, 845 quilos de lixo eletrônico já foram destinados à Acridas.
“Para nós, é uma satisfação poder contribuir com as ações da Acridas, ao mesmo tempo em que efetuamos uma ação sustentável de reciclagem de materiais eletrônicos. Todo aparelho eletrônico deve ser reciclado de forma cuidadosa por pessoas especializadas. Caso contrário, é alto o risco de contaminação para o meio ambiente e perigo à saúde humana”, afirma Zenewton Klüppel, coordenador de Gestão Ambiental do HAC.
Descarte correto
O projeto “Lixo do Bem” recolhe doação de produtos sem uso, como computadores, aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos, para desenvolver projetos nas áreas de educação, lazer, esporte e cursos de especialização para os acolhidos da Acridas. Além disso, o projeto ajuda na integração da empresa parceira com a comunidade, ampliando a sustentabilidade e o desenvolvimento socioambiental.
Por possuir substâncias químicas, como chumbo e mercúrio, o descarte incorreto da sucata eletrônica pode contaminar o solo e chegar até os lençóis freáticos, comprometendo o sistema de abastecimento de toda uma região.
