
A digitalização está
cada vez mais presente no mundo dos negócios, inclusive em alguns setores que
tinham um modelo de vendas mais tradicional. O online trouxe, por exemplo, uma
transformação até pouco tempo inimaginável: a oportunidade de negociar
equipamentos que estavam em desuso nos pátios de empresas e indústrias, ocupando
espaço e interferindo no meio ambiente.
Essa revolução dá
vida nova a produtos que ainda possuem alta liquidez, podendo agora ser
vendidos, proporcionando capital de giro e tendo sua vida útil prolongada. A
responsável por mexer com esse mercado e gerar impacto positivo tanto em quem
vende quanto em quem compra é a startup paranaense SYX, que começou vendendo
ativos industriais e sucata por ligações telefônicas e e-mail e hoje é uma
plataforma tecnológica, com compradores e vendedores cadastrados em todo o
Brasil. Esses compradores podem adquirir ativos de alto valor agregado
ofertados por indústrias antes inacessíveis para a maioria dos participantes do
processo.
Mas, há alguns anos,
o processo e volume de vendas eram bem diferentes. “Antigamente, não tínhamos
site. Entrávamos em contato via telefone e e-mail, e nem o WhatsApp ainda era
difundido. Ligávamos informando o que existia em estoque e posteriormente
enviávamos um e-mail contendo as imagens e descrição detalhada. Depois, os clientes
compradores respondiam com os produtos de interesse e propostas. A grande
diferença é que um comprador não teria como saber se o outro enviou uma oferta
maior. Por isso, desde o início, nós o encorajávamos a enviar a melhor proposta”,
lembra a COO da SYX, Regina Augusto Flandoli.
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A mudança começou em
2017, quando o marketplace B2B, que na época se chamava Central de Materiais,
passou a ter uma plataforma online. Logados ao sistema, todos os compradores
protegidos por um nome aleatório gerado automaticamente, então davam suas
ofertas e com isso tinham a oportunidade de propor também novos valores para arrematar
o produto de interesse. Assim, o mesmo produto poderia receber várias ofertas
de compradores do Brasil num único evento, aumentando a performance de preço e
a disputa pelos produtos. Outra vantagem é que o processo tornou-se mais
transparente e totalmente auditável.
No início de 2022, a
SYX lançou sua nova plataforma e realiza semanalmente os chamados BIDs, também
conhecidos como cotação eletrônica online, para empresas como Klabin,
Votorantim Cimentos e CYMI, entre outras. Nos BIDs entram veículos, sucatas,
máquinas e ferramentas, por exemplo, de áreas como infraestrutura, florestal,
metal-mecânica e mineração. “Em 2021, transacionamos R$ 65 milhões e o
planejado é dobrar o volume nos próximos quatro anos, chegando a mais de R$ 1
Bi em 2025”, comemora o CEO da SYX, Marcio Léo Danielewicz.
Todo esse crescimento
se deu não só pela digitalização, mas também porque a empresa surgiu para
atender uma demanda reprimida que existia no mercado. “Comercializar itens
industriais de reuso a um valor justo para ambas as partes era muito difícil.
Tanto por não ser a expertise da empresa que precisava vender estes ativos,
quanto pelo fato de o potencial comprador poder estar em qualquer região do
país e até do mundo. Nossa equipe e plataforma conseguem chegar aos compradores
qualificados”, conta o CTO da SYX, William Domingues.
Outro grande
benefício está na transparência e rastreabilidade da negociação. Para fazer uma
oferta em um produto anunciado, o cliente comprador precisa preencher
critérios, muitas vezes específicos de cada empresa, como licenças ambientais. “Caso
a empresa vendedora passe por uma auditoria e tenha que comprovar a destinação
de qualquer mercadoria comercializada através da nossa plataforma, terá tudo
acessível em nosso ambiente online, sem necessidade de pedir a algum canal
terceiro”, explica Domingues. Além disso, a SYX se responsabiliza por prestar
toda a assessoria necessária do início ao pós-venda, desde agendamento de
visitas e entregas até outro tipo de suporte necessário.
Para o cliente
comprador também são inúmeras as vantagens. Os produtos comercializados na
plataforma possuem alto valor agregado. Sejam resíduos, sucatas ou equipamentos
industriais. “No nosso site, eles têm a oportunidade de adquirir estes ativos
por um custo menor do que teriam com um produto novo. Estamos falando na
modernização de equipamentos de produção, que proporcionam maior agilidade e
produtividade ao pequeno empreendedor, aquisição de sucatas e resíduos que se
tornam matéria-prima novamente na indústria e assim por diante. Tudo em escala
nacional, de forma segura, documentada e transparente”, afirma o CCO da SYX,
Robson Moura.
Após o encerramento
do BID, a retirada do produto é por conta do comprador. Na maioria das vendas o
pagamento é feito à vista. Com algumas exceções pode ser parcelado, a critério
do cliente vendedor. Se a mercadoria for parcelada, só poderá ser retirada após
pagar a última parcela, o que anula a possibilidade de fraudes.
Todo esse processo promove uma concorrência saudável e
em tempo real, que leva a venda ao maior preço justo ofertado. Mas, para que os
resultados sejam ainda melhores, por trás da plataforma, há uma equipe
essencial de colaboradores. “Nós visitamos pessoalmente os lotes, muitas vezes
ajudamos a avaliar e precificar os produtos, entramos em contato com possíveis
compradores, fazemos campanhas de marketing para ajudar a divulgar e trazer
mais potenciais compradores, além de trabalhar ativamente a nossa marca para
que nos vejam como um meio seguro de negociação”, complementa Regina.
Sobre a empresa
A SYX foi fundada em 2012, como Central de Materiais, e
é um centro de negócios que realiza a gestão de ativos e inservíveis de
empresas, organizando e otimizando o processo de venda desses materiais. A
jornada começa desde a avaliação até a entrega, proporcionando capital de giro
e liberação de espaço, de forma sustentável e através de uma enorme base de
compradores. Em 2021, conquistou o 3º lugar no ranking da categoria Cleantechs
do Brasil pela 100 Open Startups. Também foi escolhida pela Endeavor para
participar do Escale-up 2021 – Programa de Aceleração das Empresas que mais
Crescem no Brasil. Em 2022, foi escolhida pela segunda vez consecutiva para
receber o selo Cubo do Itaú e fazer parte do maior hub de inovação da América
Latina.
