Cresce número de cremações no Brasil com direito a cinzas, memórias e homenagens

Preocupação com o meio ambiente, falta de espaço, questão de custo ou higiene ? Diversas são as razões que levam cada vez mais pessoas a optar pela cremação, ao invés do tradicional sepultamento.

Desde 2000, quando foi instalado o primeiro crematório no Paraná, essa prática aumentou em 78%. Segundo dados da Cremation Society, no Brasil cerca de 8% dos óbitos atualmente culminam neste processo.

De acordo com Mylena Cooper, do Crematório Vaticano, o primeiro do Paraná, muitas pessoas gostariam de ver suas cinzas espalhadas em locais específicos, como no mar, florestas ou outros espaços que costumavam frequentar em vida, porém, isso ainda perturba grande parte das famílias.

“Muita gente não consegue simplesmente espargir as cinzas por completo, pois fica sem referencial, sem ter o que olhar ou onde visitar.”

Por isso, desde 2007, o Crematório Vaticano dispõe de espaços para exposição das cinzas em lóculos personalizados, onde a família pode levar além de flores, comuns em cemitérios, objetos do dia a dia dos falecidos, que relembrem seus gostos, hobbies e paixões.

Depois de ver preenchidos os 177 lóculos disponíveis da primeira, o Vaticano lança uma segunda, com mais 122 espaços destinados às cinzas, memórias e lembranças daqueles que deixam saudades.

A nova Sala Memorial será oficialmente aberta na próxima terça-feira (17), às 15 horas, com uma benção ecumênica, na Capela Vaticano (Av. Hugo Simas, 26, atrás do Cemitério Municipal). Mais informações: www.crematoriovaticano.com.br

Fonte: ENFOQUE

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