Obstetras não recebem para realizar partos que exijam deslocamento

Médicos obstetras que realizam partos fora do seu horário de expediente não estão recebendo os honorários justos pelas operadoras de saúde.

Os pacientes não são devidamente informados pelo seu plano de que a realização de um parto pelo obstetra que acompanhou toda a gestação não é obrigatória. Os obstetras reivindicam a cobrança de uma taxa pela disponibilidade de um médico não plantonista em partos realizados fora de sua jornada normal.

De acordo com a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná (SOGIPA), o contrato dos planos de saúde não diferencia se o atendimento será feito pelo obstetra plantonista ou pelo obstetra que fez o acompanhamento durante a gestação.

O estatuto da Unimed, por exemplo, evidencia que o paciente poderá ser atendido pelo médico plantonista dos hospitais e clínicas credenciados. E não exclusivamente pelo médico obstetra da gestante.

Segundo a médica ginecologista, Dra. Dulce Henriques, Diretora de Defesa Profissional da SOGIPA, a cobrança de uma taxa de “deslocamento” é legal.

“A adesão é voluntária, e não existe qualquer forma de coação do médico sobre o paciente. Os planos não diferenciam os valores quando o medico está ou não de plantão. Se saio de madrugada ou domingo – se tenho que largar tudo o que estou fazendo – recebo o mesmo que o plantonista. Acabamos realizando o parto como uma gentileza. E os pacientes desconhecem essa situação”, explica.

Fonte: Primeira Linha Comunicação

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