Comer em excesso. Ficar horas na frente de um computador. Jogar compulsivamente. Perder a noção do limite no consumo de bebidas alcoólicas e de outras drogas. É cada vez maior o número de pessoas com algum distúrbio que tem, em sua base, o comportamento compulsivo.
Segundo o psicólogo Dionísio Banaszewski, que trata de problemas ligados principalmente à dependência química, a compulsão pode ser considerada o grande mal da contemporaneidade.
Um dos motivos do comportamento compulsivo que se alastra entre as pessoas, de acordo com o especialista, é a grande competitividade da sociedade atual. “A velocidade em que o mundo está andando faz com que as pessoas se envolvam em demasia com o mundo externo, perdendo muito da sua essência interior”, salienta.
“O compulsivo nunca está no presente: sempre está pensando nas coisas do passado ou sonhando com as do futuro. Desta forma, seu corpo fica desabitado, o que dá uma grande sensação de vazio que, na sua imaginação, é alimentado pelo objeto de sua compulsividade”, explica o psicólogo, lembrando que, quanto mais mergulha na compulsão, maior dependência o indivíduo desenvolve.
O especialista alerta ainda que, para cada tipo de compulsão e para cada pessoa, os caminhos para tratamento são diferentes.
“Há pessoas que conseguem, como o escritor Dostoievski, se livrar sozinhas do problema. Outras precisam orientação e acompanhamento especializado. A psicologia, mesmo, pode facilitar o caminho da compreensão e do tratamento, mas sempre vai depender do caso específico de cada pessoa”, conclui o especialista.
Fonte: AW COMUNICAÇÃO
