Município apresenta modelo de sucesso a outras 20 cidades da região
Educação inclusiva é uma modalidade de ensino que atende alunos com qualquer tipo de deficiência, transtorno ou altas habilidades, em escolas de ensino regular. Palhoça é um dos municípios que seguem este caminho, com destaque na área de atendimento à Educação Especial. O case de sucesso foi reconhecido e apresentado aos secretários municipais de Educação dos municípios que participam do Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE) Granfpolis.
“Queremos valorizar as diferenças e favorecer a diversidade. Todos os alunos, sem exceção, devem frequentar as salas de aula do ensino regular. A inclusão prevê a inserção escolar de forma completa e sistemática. Nela, todos os alunos devem fazer parte da escola comum,” explica a secretária municipal de Educação de Palhoça, Shirley Nobre Scharf, ao destacar ainda a importância de apresentar o trabalho realizado, que pode servir de exemplo para outros municípios.
De acordo com a secretária, o atendimento aos alunos com deficiência na rede municipal sempre existiu. Já eram realizadas ações no município para proporcionar o acesso desse aluno, porém, com a reorganização e a qualificação dos serviços, em 2012, e a implantação das Diretrizes para a Educação Especial, a permanência dos alunos foi mais efetiva.
A partir das Diretrizes foram priorizadas algumas ações, entre elas: o Atendimento Educacional Especializado (AEE); as parcerias com instituições públicas e privadas para atendimento reabilitatório; a formação específica de profissionais na área de Educação Especial; o fortalecimento da rede de apoio; o acolhimento e orientação às famílias; as adaptações pedagógicas e arquitetônicas; e um concurso público para a efetivação de professores específicos para a área que, depois de contratados, tiveram formação continuada sistemática. “Focamos muito na qualificação dos professores para o atendimento especial. Também realizamos ações pedagógicas direcionadas a cada situação. Sem elas, não estaríamos colhendo bons frutos. Realizamos assessoria pedagógica coletiva nas unidades com profissionais especialistas da rede e envolvemos a comunidade escolar, demonstrando a importância do serviço para o processo de inclusão”, evidencia a coordenadora de Educação Especial de Palhoça, Clarice Maria dos Santos Galvão.
O trabalho dos profissionais habilitados, as escolas preparadas para acolher todos os estudantes e o compromisso com a área estão gerando mais procura por parte das famílias que precisam de atendimento especializado e acolhedor. O número de alunos com deficiência matriculados nas unidades educacionais – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) – tem aumentado consideravelmente. Em 2019, a rede municipal atendeu 445 alunos com deficiência. “Esse aumento da demanda se deve justamente às políticas públicas pensadas e desenvolvidas para essa modalidade. Nosso foco é trabalhar para dar conta de equiparar oportunidades de aprendizagem a todos os estudantes, inclusive reconhecendo e valorizando as potencialidades das crianças”, destaca a secretária.
Para atender às diferentes necessidades, é preciso uma forma de organização específica dentro da escola como, por exemplo, a utilização de recursos e apoio especializados para garantir a aprendizagem de todos os alunos. “É neste cenário tão diverso que é possível ampliar a visão de mundo e desenvolver oportunidades de convivência e práticas inclusivas a todas as crianças”, finaliza Shirley.

